quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico


A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico
Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, eu percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar – e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?

Dados históricos

Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo–para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.

O suor como gotas de sangue

O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.

A condenação

De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.
Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.
Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.

O açoite

O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.
As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.

A cruz

Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.
O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido – exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.

A crucificação

A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”.
O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.
Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. “ (Lucas 23:34)
Ao ladrão arrependido, Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)
Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado – a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico – o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos – os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras – provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”(Lucas 23:46).
O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.

Conclusão

Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: “E imediatamente verteu sangue e água.” Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.
Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.
© Copyright C. Truman Davis
C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.
Fonte: Hermeneutica

domingo, 10 de abril de 2011

Meu Rei - Dr. S.M. Lockridge, Pr

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“A Bíblia diz que o meu Rei é um rei de sete facetas. É o Rei dos judeus; portanto, um rei racial. É o Rei de Israel; ou seja, um rei nacional. É o Rei da Justiça. O Rei das Eras. O Rei do Céu. O Rei da Glória. O Rei dos reis. Além de ser um rei de sete aspectos, Ele é o Senhor dos senhores. Esse é o meu Rei. Quero perguntar agora, você O conhece? 

(…)



O meu Rei é um rei soberano. Medida alguma pode definir Seu amor ilimitado. Nem o mais poderoso telescópio construído pelo homem pode tornar visíveis as fronteiras infinitas de Seu poder. Nenhuma barreira pode impedi-Lo de derramar Suas bênçãos. 

Ele é sempre forte. Inteiramente sincero. Eternamente fiel. Imortalmente gracioso. Infinitamente poderoso. Imparcialmente misericordioso. Você O conhece?
(…) 
Ele é o maior fenômeno que já cruzou o horizonte deste mundo. É o Filho de Deus. O Salvador dos pecadores. O eixo da civilização. Ele permanece na solitude de Si mesmo. É autêntico e único. Não tem paralelos nem precendentes.
É a idéia mais elevada na literatura. É a maior personalidade na filosofia. É o problema supremo na alta-crítica. É a doutrina fundamental da verdadeira teologia. É o milagre das eras. Sim, Ele é. É o superlativo de tudo que é bom que você escolha chamá-lo. É o único qualificado para ser nossa todo-suficiência. Pergunto a mim mesmo se você O conhece hoje.
(…)
Ele dá força aos fracos. Está à disposição dos que são tentados e provados. Tem compaixão e salva. Fortalece e sustenta. Guarda e guia. Cura os doentes. Purifica o leproso. Perdoa o pecador. Quita os devedores. Livra os cativos. Defende os fracos. Abençoa os jovens. Serve aos desventurados. Cuida dos idosos. Recompensa os diligentes. E confere beleza aos mansos. Será que você O conhece?
Este é o meu Rei. Ele é a chave do conhecimento. A fonte da sabedoria. A porta do livramento. O caminho da paz. A estrada da justiça. A vereda da santidade. A porta da glória. Você O conhece?
Seu cargo é multiforme. Sua promessa é certa. Sua vida é incomparável. Sua bondade ilimitada. Sua misericórdia eterna. Seu amor nunca muda. Sua palavra é suficiente. Sua graça basta. Seu reino é de justiça. “Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve” (Mateus 11.30). Gostaria de poder descrevê-Lo para você. 
(…)
Ele é indescritível. Ele é incompreensível. É invencível. É irresistível. Você não consegue tirá-Lo da mente. Não pode tirá-Lo da mão. Não pode sobreviver a Ele e não pode viver sem Ele. Herodes não pode matá-Lo. A morte não O deteve e o sepulcro não conseguiu segurá-Lo. Esse é o meu Rei!” 


(retirado de um primeiro capítulo do livro Glorioso Aparecimento - série Deixados Para Trás- de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins)

Shadrach Meshach Lockeridge foi Pastor da Igreja Batista Calvário, San Diego(Califórnia), de 1953 a 1993. Ele entrou no céu em 2000.

O trecho acima, foi retirado de um sermão pregado 
por Lockeridge 
em Detroit, no ano de 1976.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Maior descoberta arqueológica do século pode revelar detalhes sobre origens da igreja cristã




article 1371290 0B63E82E00000578 233 634x419 Maior descoberta arqueológica do século pode revelar detalhes sobre origens da igreja cristã
Uma antiga coleção de 70 livros pequenos, cada um com 5 a 15 páginas de chumbo, pode desvendar alguns segredos dos primórdios do cristianismo. Para os estudiosos de religião e de história, trata-se de um tesouro sem preço. Ziad Al-Saad, diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia chegou a dizer que pode ser a “descoberta mais importante da história da arqueologia”.
Embora ainda estejam divididos quanto à sua autenticidade, especialistas acreditam que trata-se da maior descoberta da arqueologia bíblica desde que foram encontrado os Rolos do Mar Morto, em 1947.
Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna (foto) em uma região remota da atual Jordânia. Acredita-se que pertenciam a cristãos que fugiram após a queda de Jerusalém no ano 70 dC. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados no mesmo local.
Testes iniciais indicam que alguns desses livros de metal datam do primeiro século. A estimativa é baseada na forma de corrosão que atingiu o material, algo que especialistas acreditam ser impossível reproduzir artificialmente. Quando os estudos forem concluídos, esses livros podem entrar para a história como alguns dos primeiros documentos cristãos, antecedendo até mesmo os escritos atribuídos ao apóstolo Paulo.
article 1371290 0B63F05200000578 171 634x432 Maior descoberta arqueológica do século pode revelar detalhes sobre origens da igreja cristã
A maioria das páginas  desses livros metálicos são do tamanho de um cartão de crédito. Os textos estão escritos em hebraico antigo, sendo a maior parte em um tipo de código. O britânicoDavid Elkington, acadêmico de arqueologia e de história religiosa antiga, foi um dos poucos a ter examinado os livros. Ele acredita que essa pode ser “a maior descoberta da história cristã”. ”É algo de tirar o fôlego pensar que temos acesso a objetos que podem ter pertencido aos santos dos primórdios da Igreja”, disse ele.
Após terem sido descobertos por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi adquirido por um beduíno israelense, que está sendo acusado de contrabandeá-los para Israel, onde estão hoje. O governo jordaniano está tentando repatriar as relíquias, mas sem sucesso.
Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse haver fortes evidências que os livros têm uma origem cristã e mostram mapas da Jerusalém do primeiro século. ”Há obviamente imagens cristãs. Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dela o que tem pode ser o túmulo [de Jesus], uma pequena construção com uma abertura, e atrás disso os muros da cidade… É uma crucificação cristã que ocorreu fora dos muros da cidade”.
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A doutora Margaret Barker (foto), ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, explica: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que seria aberto somente pelo Messias. Outros textos da época falam sobre livros  de sabedoria selados e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto dessa descoberta. Sabe-se que, pelo menos em duas ocasiões, grupos de refugiados da perseguição em Jerusalém rumaram para o leste, atravessaram a Jordânia, perto de Jericó e foram para a região onde esses livros agora foram achados.”

Para ela, outra prova de que o material é cristão e não judaico é o fato de os escritos estarem em formato de livros, não de pergaminhos. “Os cristãos estão particularmente associados com a escrita na forma de livros. Eles guardavam livros como parte de uma tradição secreta do início do cristianismo… Caso se confirmem as análises iniciais, esses livros poderão trazer uma luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo da história, mas até agora pouco conhecido.”
Ela refere-se ao período entre a morte de Jesus e as primeiras cartas do Apóstolo Paulo. Há referências históricas a alguns desses acontecimentos, mas quase nenhum material deixado por quem realmente vivenciou o surgimento da igreja cristã. Essa descoberta sanaria muitas das dúvidas levantadas por outros estudiosos sobre a veracidade dos relatos da existência do que comumente é chamado de “o Jesus histórico”.
Agência Pavanews, com informações de BBC e Daily Mail.

terça-feira, 22 de março de 2011

Namoro santo


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Texto de Bety Orsini publicado originalmente em O Globo
Há quatro anos, a advogada Ana Maria desistiu das delícias do sexo. Aos 32 anos, ela já teve vários relacionamentos. Alguns duraram meses, outros, uma noite. Depois de muito investimento emocional em relações fadadas ao fracasso, ela decidiu fazer sexo só casada.
- A mulher sempre coloca um peso emocional enorme na possibilidade de um relacionamento para valer, o homem não.
Autora de “Por que os homens amam as mulheres poderosas?”, Sherry Argov afirma que a dificuldade valoriza o produto. “Quanto tempo você deve esperar antes de transar? O máximo que puder” – recomenda a best-seller americana.
Missionária da comunidade católica Canção Nova, Myrian Rios segue à risca essa recomendação. Há oito anos sem namorar, ela é uma das adeptas do namoro santo, ou seja, sexo agora só depois do casamento. Mas o que significa exatamente namoro santo?
- É quando a gente se sente atraído por alguém e começa a conhecer, sair junto, ter uma convivência saudável – explica Myrian. – Assim, o primeiro beijo acontece, o primeiro abraço… Mas o namoro santo não inclui a relação sexual. Muita gente me pergunta “E se deixar para depois do casamento e for ruim?”. Respondo uma coisa que aprendi na minha experiência como mulher: o beijo diz tudo. Se ele for bom, se bater aquela vontade de encontrar novamente… Então o sexo será maravilhoso.
Myrian lamenta que muitas mulheres insistam no relacionamento, mesmo quando o beijo não é bom.
- É muito difícil o sexo ser bom se o beijo não é – diz Myrian, que não impõe sua visão aos filhos Edmar, de 14 anos, e Pedro, de 9. – Edmar ainda não namorou, mas observa o comportamento dos amigos e diz que eles estão muito apressados. Outro dia, ele contou que foi à festa de uma colega e ela organizou uma fila para que todos os meninos a beijassem na boca. Depois, todos ficaram falando mal dela. Eu disse que não achava aquilo bom, nem por parte da menina, nem dos meninos. E ele concordou comigo. Não sei se meus filhos vão adotar o namoro santo, mas com certeza respeitarão as mulheres.
O sexo liberado dos anos 60 se exauriu, diz o psicólogo Sócrates Nolasco. Para ele, o sexo não é mais suficiente para manter uma relação.
- Hoje, se faz sexo sem culpa e com bastante facilidade, mas parece que não tem sido suficiente. Sexo fast food ou delivery viraram mercadorias consumidas por pessoas-objetos. E quando as pessoas se tornam objetos, nada dará certo mesmo. Tentar um retorno ao tradicional pode ser um recurso para saber se somos mais do que genitálias excitadas. Se o encontro não vale a pena, o sexo pode valer, mas tem data de validade.
O empresário Josvander Ferreira da Rocha, de 33 anos, concorda. Evangélico há 11 anos, quando entrou na igreja adotou seus princípios, entre eles o namoro santo.
- Não sou mais virgem e sei que não é fácil adotar essa postura. Mas abrir mão do sexo não é difícil só para os homens, para as mulheres também é.
Suzana, funcionária pública, namora há um ano um rapaz adepto do namoro santo radical e, durante todo esse tempo, ele não lhe deu um mísero beijo. E quando ela perguntou o motivo, ele respondeu apenas: “Não beijo porque esquenta lá embaixo”.
Como canta Rita Lee, amor sem sexo é amizade. A brincadeira é da psicanalista Ana Claudia Vaz. Ela diz que existe sempre um mal-entendido entre os sexos.
- Seria esse adiamento do sexo um certo horror frente ao desencontro da relação sexual? O prolongamento do namoro associado à perspectiva do casamento parece caminhar na direção contrária das relações descartáveis, de curto prazo e instantâneas que vemos acontecer a cada vibe da chamada modernidade.
Ana Claudia lembra que amar é uma habilidade que encontra variações na cultura, nos padrões sociais e nas invenções humanas. E diz que é no mínimo curioso esse retorno ao namoro casto.
- Que promessa carregaria tal conduta? A garantia? O sucesso do encontro? Na busca pelo amor de um homem há um grande investimento da mulher, como se ela fosse encontrar algo de muito valor ao ser amada por aquele que acredita ter alguma coisa a lhe dar. O que pedem as mulheres com as suas demandas? Esta seria uma nova roupagem dos seus inúmeros pedidos? Homens querem sexo e a mulher quer amor. Essa máxima, como qualquer generalização pode ser encobridora e perniciosa – analisa Claudia, lembrando que, assim como o amor, a mulher não se deixa decifrar totalmente.
A bela dentista Fernanda Santos Oliveira, 29 anos, também optou pela castidade. Virgem até hoje, ela diz que não tem vergonha e nem esconde de ninguém sua opção.
- Mas não ando por aí falando sobre isso, vida sexual é coisa íntima. Meus amigos sabem e respeitam, assim como eu respeito a opção deles de ter vários parceiros. Sei que não é fácil, estudei na faculdade de medicina, com muitas festas e gente bonita. É claro que existe tesão e desejo, mas nunca mudei de ideia.
E se alguém lhe pergunta o que ela fará se depois do casamento o sexo não for bom, ela responde.
- Como nunca experimentei, não tenho parâmetros para dizer o que é bom. Nem meu futuro marido, que também fez essa opção. Por isso, sempre seremos únicos e especiais um para o outro, ninguém vai ficar comparando nada.
Livia Garcia Roza, psicanalista e escritora, acha que hoje a exigência de fazer sexo apenas depois do casamento “só pode partir de uma exigência religiosa, sobretudo dos evangélicos fundamentalistas, já que o desejo não tem data certa.” Maria Cristina, de 32 anos, discorda. Diz que casou virgem por opção pessoal.
- Minhas avós, minha mãe e minhas tias casaram virgens, assim tomei a decisão de me manter pura até o casamento. Sempre achei bonita a ideia de encontrar uma pessoa que tivesse uma relação onde o amor fosse muito além do desejo. Para mim, o casamento representa essa relação de amor com honestidade, fidelidade, cumplicidade e exclusividade.
Para Maria Cristina, só o fato de estar dentro de uma igreja não significa que uma pessoa vá se casar virgem.
- Tenho amigas e pessoas ligadas a igrejas que não se casaram virgens. Acho que cada um de nós toma a sua decisão e ela deve ser respeitada. Mas no mundo em que vivemos, com grande apelo sexual, casar virgem é diferente. É quase impossível para uma pessoa colocar sua opinião sobre namoro casto sem ser atacada. O assunto vira motivo de deboche. Por isso não gosto de discutir minha decisão em público.
E conta que, depois de dois anos de casada, tem certeza que tomou o caminho certo:
- Eu e meu marido vivemos a relação que sempre desejamos, estamos nos descobrindo a cada dia.
Bonita, assediada, a modelo e estudante de jornalismo Aiana Soares Santos do Nascimento, 23 anos, Miss Estado do Rio 2007, não pensa em mudar de ideia.
- Sempre fui firme nesse meu propósito, sei que os frutos que eu vou colher serão muito melhores do que um prazer momentâneo. A maioria dos meus amigos lida bem com o meu posicionamento mas reconheço que alguns ainda se impressionam, mas isso não me abala.
É possível levar uma vida serena dispensando o sexo? A recepcionista Rosangela Maria diz que sim.
- Fui uma mulher de muitos parceiros, mas parei. Não sou religiosa, mas tenho amigas que são, e sinto que elas ficaram muito mais felizes depois que decidiram guardar seu corpo para alguém que tenha amor de verdade – explica Rosangela, que não faz sexo há cinco anos.
Lembrando que a castidade sempre foi considerada sinônimo de santidade, o escritor e psicanalista Carlos Eduardo Leal diz que a santa sabedoria dos clérigos, padres e pastores disso muito se aproveita para angariar fieis mas que, no entanto, a fidelidade a Deus sempre teve um preço muito alto a pagar.
E cita Freud, que afirmava que a punição espera pelo desobediente, dando como exemplo na História, o casal Abelardo e Heloisa, entre tantos outros que sentiram o peso da desobediência.
- Mas, e hoje? Por que a virgindade até ao altar voltou a ser tão propalada entre as meninas? A Igreja Católica sempre fechou os olhos para muitas coisas, inclusive, todos sabemos, para os padres, seus “meninos” e as freiras. No refúgio do claustro, muitas aventuras acontecem. Já os evangélicos subiram o tom do radicalismo e, em nome de Jesus, fazem do corpo um lugar sagrado para um único homem. Porém, o tabu da virgindade nunca conseguiu evitar o calor das pulsões no corpo ardente dos hormônios em ebulição dos jovens. Temor e tremor parecem continuar funcionando, mas em alguns casos só na aparência ou apenas na última fronteira a ser cruzada, rompida.
Para Leal, o valor simbólico do hímen continua sendo muito alto: ato consagrado a Deus.
- Mas em todo caso, como não é preciso mais colocar um lençol branco manchado de sangue nas janelas, nunca se sabe o que ocorre por debaixo dos panos. Tem gente que, ao contrário do ditado, põe a sua mão no fogo e adora. Mas, isso é segredo.
dica do Fabio Pereira
Publicado por Pavarini em 22 de março de 2011, terça-feira

terça-feira, 15 de março de 2011

Amizade


Amizade

março 15, 2011

Amizade é algo fortíssimo. Ontem falamos com o nosso filho Kauê, que vive na Inglaterra, e ele estava quebrantando, pois se despediu de um grande amigo, que morou por seis meses na mesma casa.
Comiam juntos, trocavam experiências, oravam, riam, jogavam futebol, ouviam musicas e um levava a carga uma do outro. Coisas que fazem parte de uma boa amizade. Como diria a linda canção de Milton Nascimento e Fernando Brant:”Amigo é coisa para se guardar. Debaixo de sete chaves. Dentro do coração”
Dizer “goodbye my friend” é algo que aperta o coração.O bom é que a amizade continua mesmo quando se cruza fronteiras. Sempre fica o desejo do reencontro, do abraço e da alegria.

“Partilhem as dificuldades e problemas uns dos outros, obedecendo dessa forma à ordem do nosso Senhor”- Gálatas 6:2 (Viva)
Paz e muita alegria

Luciano “Manga”

segunda-feira, 14 de março de 2011

AMÓS 3 | A JUSTIÇA SOCIAL





origem da foto: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/justica.html

A JUSTIÇA SOCIAL


Amós era um camponês, pastor, criador de gado e cultivador de sicômoros. Deus o chamou para exortar o povo de Israel denunciar de uma situação que gera a injustiça social e a pobreza do povo.É dentro dessa situação que Amós começa a falar. Além de denunciar a situação de desigualdade social, ele aprofunda sua crítica, principalmente no que se refere à religião. Denuncia uma religião que é mera fachada para a injustiça e que abrange um sistema iníquo, já viciado pela raiz.
Amós viu que só uma mudança radical podia salvar Israel. Só havia um meio o juizo de Deus. "Odiai o mal e amai o bem, estabelecei o direito à porta; talvez Javé, Deus dos Exércitos, tenha compaixão do resto de José" (Am 5:15).

Nuno Oliveira

Por Sempre em Louvor, segunda, 14 de março de 2011 às 19:44

Sempre de braços abertos

domingo, 6 de março de 2011

Teologia infantil


Uma professora de escola dominical pediu que as crianças de sua sala deixassem recados para Deus no quadro. Ela gostou tanto do resultado que fotografou e botou na internet.
Dica da Liliana Xavier.
image001 Teologia infantil
Querido Deus, ao invés de deixar as pessoas morrerem e precisar criar novas, por que você simplesmente não fica com as que já estão vivas?
Jane
image007 Teologia infantil
Querido Deus,
Obrigado pelo meu irmãozinho, mas o que eu orei pedindo foi um cachorrinho.
Joyce
image008 Teologia infantil
Querido Deus, aposto que é muito difícil amar todas as pessoas de todo o mundo. Só há 4 pessoas em minha família e eu nunca conseguiria amar a todos eles.
Nan
image009 Teologia infantil
Querido Deus, por favor crie um outro feriado entre o Natal e a Páscoa. Não há nada de bom no espaço entre eles.
Ginny
image013 Teologia infantil
Querido Deus, se você me der um gênio da lâmpada, como o do Aladin, te darei qualquer coisa que me pedires. Menos o meu dinheiro e meu jogo de xadrez.
Raphael